Variante delta do COVID: tudo o que você precisa saber

A variante delta, uma recente mutação do COVID-19, foi detectada inicialmente na Índia. Mas em pouco tempo esse vírus se espalhou por grande parte do mundo, inclusive no Brasil. Assim sendo, é importante entender como ele se configura e quais seus riscos para a saúde.

Por isso, veja a seguir as principais informações sobre a variante delta do coronavírus. Entenda seus principais sintomas, além das formas de transmissão e as semelhanças e diferenças com relação ao COVID-19.

Algumas informações da variante delta

De acordo com estudos científicos, essa variação do coronavírus apareceu em outubro de 2020 na Índia. Esse é o segundo país com mais casos da doença confirmados em todo o mundo e o terceiro em número de mortes, atrás apenas dos EUA e do Brasil, respectivamente.

Até o momento, sabe-se que a doença está presente em pelo menos 96 países. E com relação  ao COVID-19, ela apresenta algumas características diferentes:

  • Geralmente, quem é acometido pela doença sente quadros agudos de dor de cabeça;
  • Além disso, ao contrário do COVID-19 a vítima da variante delta quase não tem tosse;
  • Outra característica importante é que a pessoa também não perde olfato e paladar;
  • O paciente pode ter febre, mas não tão intensamente quanto com o coronavírus;
  • Por fim, seus sintomas acabam se assemelhando ainda mais a uma gripe comum.

Neste sentido, algo que preocupa é o fato de que muitas pessoas podem nem perceber que estão com a doença em um primeiro momento. Mas seu quadro de evolução evolui rapidamente e isso acaba trazendo um maior índice de hospitalização e taxa de contágio.

Riscos e perigo associados a doença

Na medida em que médicos e cientistas ampliam seus estudos sobre a variante delta, percebe-se que ela é mais contagiosa e agressiva que o COVID-19. Em comparação a versões anteriores como a alfa e a beta, ela pode ter uma taxa de transmissão 60% maior.

Mas esse não é o único fator que causa aflição na comunidade científica. Como ela tem vários tipos de mutação, ainda não se sabe o real potencial destrutivo da doença. Além disso, a variante delta também tem outros aspectos nocivos para a saúde e a segurança das pessoas:

  • Como ela é tão destrutiva quanto o COVID, a variante delta também é capaz de matar;
  • Por ter sintomas mais discretos, a variante delta também acaba contribuindo para uma maior taxa de hospitalização de quem a tem;
  • Além disso, mesmo pessoas imunizadas com a primeira e a segunda dose da vacina também podem contraí-la.

É claro que, pessoas vacinadas contra o coronavírus acabam tendo uma taxa maior de proteção contra essa variante. Mas isso não impede que seu vírus infecte quem está imunizado, podendo trazer consequências graves para a saúde e inclusive a morte em alguns casos.

Nesse sentido, algo que chama a atenção é que as vacinas da Pfizer têm uma taxa de proteção de 79% contra a variante delta. Já a AstraZeneca apresenta um fator de aproximadamente 60% de proteção contra esse vírus.

Alguns cuidados importantes contra a variante delta

Se para algumas pessoas as regras de proteção contra o coronavírus pareciam estar se tornando desnecessárias, a variante delta mudou novamente essa percepção. Assim sendo, continua sendo muito importante contar com cuidados básicos para evitar a doença, como por exemplo:

  • Manter o distanciamento de no mínimo um metro e meio entre as pessoas;
  • Evitar aglomerações, sobretudo em locais fechados com menor nível de distância;
  • Higienizar constantemente as mãos com álcool em gel sempre que possível;
  • Usar máscara sempre que for sair a rua, mesmo que seja em locais ao ar livre;
  • Ao chegar em casa, lavar as mãos com água e sabão por pelo menos 30 segundos.

Para alguns especialistas, a variante delta parece ser mais forte e evoluída com relação ao coronavírus. Assim sendo, o apelo das autoridades sanitárias é continuar priorizando todos os cuidados para evitar a doença. Além disso, também fique de olho em quadros como:

  • Presença constante de calafrios no corpo;
  • Quadro incomum de perda de apetite;
  • Repentinas e persistentes dores musculares.

Junto com alguns sintomas clássicos, esses podem ser os maiores sinais de que a pessoa está infectada com a variante delta. Por isso na medida em que tiver qualquer um deles, procure ajuda médica o quanto antes.

Priorize a sua saúde e a saúde de pessoas a sua volta

Embora no Brasil os casos da variante delta sejam menores do que os relatados em locais como Europa, Ásia e América do Norte, o vírus continua se espalhando no país. Assim sendo, muitos médicos alertam para o fato de que, por parecer uma gripe comum, as pessoas seguem com suas rotinas normalmente. Isso inclui, inclusive, idas a locais públicos e até mesmo a festas.

Dessa forma, se você estiver sentindo algum sintoma gripal, mesmo que estiver imunizado, fique em isolamento. Se o quadro persistir, procure um médico e faça os exames necessários para avaliar seu estado de saúde. Essas medidas simples garantirão tanto o seu bem-estar quanto o de quem estiver à sua volta.

Além disso, lembre-se de que uma pessoa doente é capaz de espalhar o vírus para até seis outras saudáveis. E para completar, essa não é a única variante do coronavírus que continua assolando o mundo, visto que a alfa e a beta não foram totalmente erradicadas. Dessa forma, redobre os cuidados para evitar problemas graves de contágio.

Considerações finais sobre a variante delta

Um grande número de informações sobre essa variação da COVID-19 ainda ser nebuloso. Mas apesar disto, cientistas e médicos já constataram seu nível de agressividade, além das taxas de contágio e riscos para a saúde em geral. Por isso é muito importante manter certos cuidados.

Na medida em que novas informações da variante delta vierem à tona, será possível esclarecer dúvidas e entender melhor a doença. Isto vale, inclusive, para a possibilidade de novas mutações do vírus. De qualquer forma, o mais importante nesse momento é seguir as recomendações e cuidados para evitar o contágio.