Estenose diverticular do cólon: o que é essa condição?

A estenose diverticular do cólon é uma doença que pode causar diversas complicações no intestino do paciente. Ela atinge a maioria dos idosos. Mas muitas vezes não evolui, precisando apenas de um acompanhamento médico. Em alguns casos, no entanto, ela pode causar até uma total obstrução intestinal e, nesse caso, a cirurgia é o único tratamento.

Senior man with stomach pain

A idade avançada é o principal fator de risco, mas outras condições podem contribuir para o surgimento dessa doença. Assim sendo, saiba mais sobre essa condição a seguir.

Entenda a estenose diverticular do cólon

Antes de explicarmos melhor essa condição, precisamos esclarecer alguns nomes. Com o envelhecimento do corpo e o enfraquecimento dos tecidos, é comum que surjam bolsas e quistos na parede intestinal. Eles são chamados de divertículos. Quando há a inflamação dos divertículos, surge a diverticulite.

A diverticulite apresenta diversos sintomas, que incluem dor e gases. Ela é tratada com medicamentos aplicados via oral ou endovenosa. Em alguns casos, quando há sangramento e perfuração intestinal, a cirurgia é necessária e precisa ser feita de forma urgente.

Essa inflamação, quando curada, deixa uma cicatriz no intestino. Ela faz com que a parede intestinal fique mais dura e grossa. Só que esse processo inflamatório dos divertículos não acontece apenas uma vez e pode se repetir dezenas de vezes. Ou seja, várias cicatrizes vão se formando no local da diverticulite.

E assim a região afetada do intestino fica mais estreita. O estreitamento parcial ou total de alguma parte do intestino forma a estenose.

Assim, a estenose diverticular do cólon consiste no estreitamento de parte do intestino causado pelos divertículos. O processo pode reduzir a passagem intestinal para 1 ou 2 centímetros, 3 a menos do que o considerado normal.

Sintomas da estenose diverticular do cólon

Como essa doença causa um estreitamento do intestino, o trajeto das fezes será comprometido. Elas também terão dificuldades para passar pela região do órgão afetada. Dessa forma, o paciente apresentará os seguintes sintomas:

  • Dor abdominal leve ou moderada quando não há obstrução total;
  • Dor intensa quando há obstrução total do intestino;
  • Problemas para evacuar, o que pode significar um quadro de prisão de ventre ou o oposto, diarreia.

Essa doença atinge a maioria das pessoas acima de 60 anos, mas muitas não apresentam sintomas. Ao consultar um médico com algum desses sintomas, o profissional precisa levantar o histórico de saúde do paciente.

É preciso saber se o indivíduo possui histórico de alguma doença intestinal ou diverticulite. Exames devem ser realizados, como de imagens incluindo tomografia computadorizada, além de colonoscopia. Esses processos descartam a possibilidade de outras doenças e podem confirmar a estenose diverticular.

Fatores de risco para essa condição

Não existe uma causa específica para a doença, mas alguns fatores podem contribuir para o surgimento dela:

  • Histórico de funcionamento irregular do intestino, constipação;
  • Idade avançada, pois os tecidos da parede intestinal ficam mais fracos e expostos;
  • Tipo de dieta, que inclui a falta de uma dieta rica em fibras e pouco consumo de água;
  • Estilo de vida, que inclui tabagismo, obesidade, estresse e sedentarismo;
  • Além disso, uso de analgésicos, como a aspirina, por um longo período;
  • Por fim, a própria genética.

No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, cerca de 30% das pessoas com 60 anos possuem essa doença. Conforme a idade avança, a incidência dela também aumenta. Cerca de 65% dos idosos com mais de 80 anos possuem estenose diverticular em variados níveis.

Como é feito o tratamento?

A maioria dos pacientes não apresenta sintomas e consegue levar uma vida normal, mesmo com a doença. Mas quando algum sintoma aparece, é sinal de alerta. Diante de sintomas leves, a primeira medida será confirmar o diagnóstico e alterar os hábitos alimentares.

Assim, aumentar a quantidade de fibras na dieta é uma ação importante para quem sofre de qualquer doença relacionada aos divertículos. No entanto, a estenose diverticular é uma condição que atinge pessoas que já apresentam problemas como doença diverticular ou diverticulite. Nesse caso, a cirurgia é necessária.

Como é feita a cirurgia?

A cirurgia, nesse caso, é um procedimento resolutivo. Ou seja, consiste na retirada da parte doente do intestino. Após a tirar a parte estenosada, resolve-se o problema.

Diante disso, a cirurgia tem o objetivo de remover a parte do intestino com estenose. Após a retirada da parte doente, as extremidades que ficaram soltas são unidas. Ela é feita com anestesia geral e nem sempre realizada de forma urgente.

Após o diagnóstico, o paciente e o médico podem chegar a um consenso e agendar a melhor data para a realização do processo. Isso ocorre quando os sintomas não são graves e não impossibilitam o paciente de realizar suas atividades diárias.

No entanto, quando a estenose apresenta sintomas muito incômodos ou quando há uma total obstrução intestinal, a cirurgia deve ser feita o quanto antes.

O paciente e o médico devem ficar atentos com a evolução do quadro. Outros remédios podem ser receitados, mas com o objetivo de diminuir os sintomas. A cirurgia é o melhor tratamento para essa condição.

A cirurgia apresenta riscos?

Assim como toda cirurgia, o procedimento para a estenose diverticular do cólon apresenta alguns riscos. Esse processo é considerado de média complexidade e pode durar de 2 a 3 horas. Como a maioria dos pacientes são idosos, a cirurgia apresenta maiores riscos. Mas esse é um procedimento comum na área médica e realizado diariamente em muitos hospitais.

O que pode ocorrer é uma complicação pós operatória. Dependendo do estado geral de saúde do paciente, a cirurgia pode não cicatrizar conforme o esperado. Isso ocorre se o paciente apresentar um quadro de inflamação intestinal ou se ele estiver muito debilitado por causa de outra doença.

Nesses casos, pode ser necessária a utilização de uma bolsa de colostomia, que desvia o trânsito intestinal para fora do corpo do paciente. A bolsa pode ser utilizada até o intestino cicatrizar totalmente. Após a plena recuperação do paciente, é feito um outro procedimento, para a remoção da bolsa de colostomia, normalizando o trajeto intestinal.