Intolerância alimentar: o que é e como tratar

É possível, sim, afirmar que a intolerância alimentar é uma resposta do organismo à ingestão de certos alimentos. O que ocorre, portanto, é que ele reage em função de uma dificuldade no processo digestivo. E é a etapa de absorção de nutrientes, fundamental, torna-se prejudicada neste contexto, resultando em desconforto. Por isso, este presente artigo visa trazer informações sobre o tema. Entre elas, o que é intolerância alimentar, alimentos que podem causar o problema, sintomas e como tratar. Acompanhe!

O que é Intolerância alimentar?

É comum que algumas pessoas, após comer derivados do leite, pães, bolos ou ovos sintam algum desconforto. Peixes, mariscos e outros frutos do mar também podem causar o quadro. Estas pessoas estão com algum tipo de intolerância ou alergia alimentar. E a condição atrapalha tanto que a ajuda de um médico é muito necessária.

Alergias alimentares costumam aparecer em pacientes bem jovens. Já as intolerâncias a qualquer momento, com maior frequência conforme os anos passam. Assim, o que ocorre é que a digestão se torna mais lenta. Aqui o corpo diminui sua produção de enzimas, utilizadas na decomposição dos alimentos. Com a dificuldade no processo de absorção de alguns nutrientes, o organismo retém a substância, que fica acumulada no estômago.

O excesso dessas substâncias, por sua vez, resulta em desconfortos como cólicas e enxaquecas. O quadro de obesidade, tontura, náuseas, psoríase e diarreia também se apresenta. Inclusive, pode ainda ocorrer arritmia, prisão de ventre, aftas, fadiga, conjuntivite, entre outras situações.

Veja como diagnosticar os sintomas de intolerância alimentar

Pacientes que sofrem com intolerância alimentar custmam sentir os sintomas logo após o consumo do alimento. Os sinais surgem sem demora, em apenas algumas horas. Há casos em que as pessoas conseguem ingerir pouca quantidade do alimento antes de alguma manifestação. Isso sugere que é mais fácil identificar o alimento que causa este problema.

Assim, o diagnóstico se dá por meio da análise dos sintomas que a pessoa tem. Em alguns casos, exames como o de sangue podem ser utilizados como suporte neste processo. Ou seja, manter em dia a rotina de exames e visitas ao médico podem ser aliados neste autocuidado e diagnóstico precoce.

Confira os sintomas mais comuns da intolerância alimentar

Ainda que o quadro varie de pessoa para pessoa, a maior parte dos sintomas estão ligados ao sistema digestivo, como por exemplo:

  • Náuseas, vômito, dores de estômago, prisão de ventre ou diarreia;
  • Irritabilidade e enxaqueca;
  • Dores nas articulações;
  • Cansaço excessivo;
  • Inchaço e dores abdominais;
  • Coceira ou manchas na pele;
  • Azia ou enjoos frequentes.

Mas, ainda que se apresente todo este quadro, é preciso consultar um especialista para ter certeza do diagnóstico.

Veja alguns dos causadores da intolerância alimentar

Pesquisas destacam alimentos como chocolate, frutas cítricas, aditivos alimentares, leite, queijo, ovos, nozes, peixes e moluscos como os que mais causam intolerância alimentar. Mas há outros alimentos que estão, de forma seguida, associados a este quadro. Veja:

  • Trigo, cevada e centeio: o glúten presente nesses alimentos tem bastante potencial de desencadear um processo de intolerância ou alergia;
  • Alimentos de origem animal: como leite e derivados (lactose), peixes, mariscos, entre outros;
  • Alimentos de origem vegetal: os mais comuns são tomates, morangos, nozes, bananas e couve e espinafre;
  • Refrigerantes à base de cola, café e chocolate: a intolerância destes alimentos são fáceis de identificar, pois, provocam rapidamente sintomas como enxaqueca;
  • Castanha e amendoim: o problema se dá em função das aflatoxinas, podendo resultar em alergias graves; e
  • Aditivos alimentares: conservantes, aromatizantes e realçadores de sabor podem resultar em quadros de intolerância alimentar, por serem altamente industrializados.

Qual o profissional adequado para diagnóstico e tratamento da intolerância alimentar?

O gastroenterologista, o nutrólogo e o alergologista são especialidades médicas que podem auxiliar no diagnóstico de um quadro de intolerância. E, mesmo que não exista um tratamento para a intolerância alimentar, a recomendação é uma revisão e adequação da dieta. Assim, é retirado por completo o alimento que provoca a intolerância.

Para isso, é importante o acompanhamento de um nutricionista, de modo que todas as substituições sejam feitas, evitando uma deficiência de nutrientes.Remédios com enzimas que auxiliam na digestão dos alimentos que causam a intolerância também são alternativas.

Desta forma, mesmo que o tratamento de intolerância alimentar não garanta a cura ao paciente, ele devolve a qualidade de vida. Isso porque após a exclusão total do alimento causador da intolerância por, no mínimo, três meses, a sua reintrodução no cardápio pode ser testada.  Diversos pacientes respondem bem, podendo voltar a consumir o alimento (com moderação) sem que os sintomas da intolerância recomecem.

Por outro lado, o cenário também pode ser outro. Se acaso a tentativa não for positiva, é preciso que o alimento seja mantido fora da dieta, para sempre. Por isso, é imprescindível que se peça ajuda a um nutrólogo ou nutricionista para fazer este acompanhamento. Estes profissionais são adequados para orientá-lo em relação a seus hábitos alimentares.

Intolerância e alergia: o que difere estes dois quadros?

Alergia alimentar

Enquanto na alergia alimentar o organismo acha que uma substância é “invasora” e produz anticorpos contra ela, esta gera um processo inflamatório. Amendoim e frutos do mar são alergênicos muito comuns.

Intolerância alimentar

Já no caso da intolerância alimentar, o que ocorre é que o corpo tem dificuldades para digerir alguma substância presente nos alimentos. Dessa forma, entre os principais vilões estão glúten, conservantes, corantes e lactose.

Fenilcetonúria: saiba o que é

A fenilcetonúria é uma alteração genética, identificada pelo teste do pezinho. Assim, ela impede que o organismo absorva o aminoácido fenilalanina, presente nas proteínas de vegetais. Entre os alimentos é possível citar o feijão e o arroz. Mas há também as proteínas animais. Destas, é possível destacar alimentos como leite – inclusive o materno – e seus derivados, além do adoçante de aspartame. A fenilcetonúria pode causar danos cerebrais irreversíveis se não for descoberta cedo. Por isso, é muito importante fazer o teste na maternidade. Na dieta para pessoas com fenilcetonúria é muito importante controlar a ingestão de fenilalanina, que é um aminoácido que está presente principalmente em alimentos ricos em proteína, como carnes, peixes, ovos, leite e derivados.