Vinho: benefícios, verdades e mitos

Hoje o assunto é vinho. Uma das bebidas mais antigas do mundo, ela também é uma das favoritas do brasileiro. Uma pesquisa de 2020 revelou um aumento importante no consumo de vinho no Brasil. Foram, em média, consumidos 2,68 litros por pessoa maior de 18 anos.

vinho

Esse número representa um aumento de 26% no consumo de vinho no país. Em 2019, cada pessoa adulta consumiu, em média, 2,13 litros.

O inverno está chegando e o consumo de vinho aumenta nesta estação. As baixas temperaturas incentivam o consumo dessa bebida. Mas você sabe quais os benefícios, verdades e mitos sobre ela? A seguir, veja tudo sobre essa bebida e esclareça suas dúvidas sobre ela.

É verdade que o vinho faz bem para o coração?

Essa é a principal justificativa dos consumidores de vinho. E eles estão certos! A bebida beneficia toda a estrutura cardiovascular. As uvas possuem substâncias antioxidantes que oferecem diversos ganhos para o coração:

  • Redução do estresse oxidativo;
  • Redução da pressão arterial;
  • Inibição da inflamação das veias;
  • Diminuição das placas de gordura em artérias e vasos sanguíneos;

Assim, esses benefícios ajudam na prevenção de problemas circulatórios, varizes, infarto e derrame. Mas, vale ressaltar que a quantidade de vinho consumido precisa estar dentro do recomendado pelos médicos. O ideal é que o indivíduo não consuma mais que duas taças de vinho por dia. Além disso, a bebida consumida precisa ser de qualidade.

Outros benefícios da bebida

Além das vantagens para o sistema cardiovascular, o consumo de vinho pode trazer outros benefícios ao corpo humano:

  • Aumenta a capacidade mental: beber doses moderadas de vinho por aumentar a capacidade mental. Alguns estudos sugerem que a bebida ajuda a proteger algumas funções neurológicas;
  • Auxilia no controle da glicose: o álcool sempre foi associado à elevação da glicemia. No entanto, o vinho é a bebida alcoólica que menos altera a glicose no sangue. Algumas substâncias presentes nele ainda podem ajudar na redução da glicose;
  • Faz bem para a pele: o resveratrol tem a capacidade de retardar a ação dos radicais livres. Isso faz com que a pele seja preservada por mais tempo;
  • Auxilia o sistema imunológico: o resveratrol também estimula a produção de células de defesa do organismo. Assim, há uma maior resistência à ação de alguns tipos de vírus como o da gripe, por exemplo. Mas, a quantidade consumida precisa ser moderada. Aumentar a ingestão de vinho não melhora os benefícios para o sistema imunológico;
  • Ajuda a prevenir doenças degenerativas: os polifenóis presentes no vinho ajudam a combater doenças como Parkinson e Alzheimer.

Atenção! O vinho não combina com tudo!

Existem muitas especulações sobre o consumo diário do vinho. Principalmente por ele ser uma bebida alcoólica. Porém, alguns fatos são comprovados cientificamente. Ele não combina com tudo:

  • Medicamentos: o consumo de vinho juntamente com o uso de remédios não é indicado. Essa combinação pode fazer mal à saúde, aumentando os feitos adversos da medicação. Além disso, dependendo do tipo de reédio, pode haver uma diminuição na eficácia e outros efeitos colaterais;
  • Musculação: o álcool não combina com atividades de musculação, pois ele atrapalha a recuperação muscular, prejudicando a eficácia do treino. É indicado que, após ingerir qualquer bebida alcoólica, a pessoa espere algumas horas antes de praticar alguma atividade física.

Beber vinho antes de ir dormir melhor a qualidade do sono?

Esse é o principal mito em relação ao consumo de vinho. Há uma crença popular de que beber uma taça de vinho antes de dormir auxilia no sono. Mas ela não é totalmente verdadeira. Inclusive, alguns estudos mais recentes mostram que seu consumo antes de dormir pode prejudicar a qualidade do sono.

É correto afirmar que o álcool faz a pessoa se sentir mais sonolenta. Mas isso não significa que a qualidade do sono vai aumentar. Assim, beber vinho antes de dormir certamente fará o consumidor adormecer mais cedo e de forma profunda nas primeiras horas.

Mas o problema é a sequência do sono. É improvável que o sono seja restaurador e relaxante. Estudos mostram que pessoas que ingerem vinho antes de dormir podem sofrer com perturbações e acordar com maior frequência durante a noite.

Sendo assim, não é recomendável o uso do vinho como um estimulante para dormir. Isso é equivocado. Porém, o consumo moderado na janta, por exemplo, junto com a refeição, não interfere diretamente no sono.

O consumo da bebida emagrece?

Talvez essa seja a questão mais controversa sobre o vinho. Muitos estudos já foram realizados, com resultados diferentes sobre ele no processo de emagrecimento.

Primeiramente, o consumo exagerado da bebida faz com que a pessoa ganhe peso. Assim como qualquer outra bebida alcoólica, ele possui calorias e é feito utilizando álcool e açúcares. Então quanto maior foi a quantidade consumida, maior será a quantidade de calorias ingerida.

Por outro lado, ao ingerir uma taça de vinho, o corpo produz enzimas capaz de digeri-lo. Isso faz com que haja uma queima de calorias no organismo. É aí que as opiniões podem divergir.

Muitos estudam já mostraram que as calorias queimadas não são suficientes para a perda de peso. Já outros estudos mostraram que o consumo de uma pequena quantidade de vinho por dia pode auxiliar uma dieta alimentar.

Assim, resumidamente, apenas o consumo de vinho não vai ajudar na perda de peso. Mas, em uma dieta alimentar, a bebida por ser mais uma aliada para o sucesso da dieta. Se ela não ajudar na perda de peso, ele irá contribuir para que o indivíduo não ganhe peso. Mas isso junto com outras medidas adotadas em uma dieta.

Quem não deve ingerir vinho?

Mesmo com alguns benefícios comprovados, algumas pessoas não devem ingerir esta ou qualquer bebida alcoólica:

  • Pessoas com problemas no fígado e pâncreas;
  • Gestantes;
  • Pessoas que utilizam medicamentos controlados e contínuos;
  • Atletas de esportes de alto rendimento;
  • Diabéticos: dependendo do quadro da diabete, o portador dessa doença até pode ingerir uma certa quantidade de vinho, mas com acompanhamento médico. Mesmo assim, é preciso optar por vinhos que contenham um menor teor de açúcar.