Labirintite: o que é e como tratar

A labirintite consiste em qualquer tipo de transtorno no labirinto do ouvido. Essa é uma estrutura interna do órgão. Ela é constituída pelo esqueleto ósseo e conjunto de espaços membranosos. Além disso, o labirinto é fundamental para a audição e equilíbrio.

Geralmente a labirintite é originada por uma inflamação no labirinto. Assim, esse problema pode ser causada por muitas doenças e fatores, que incluem ataques de microrganismos como bactérias e vírus. A labirintite é uma doença muito popular e relacionada à tontura.

Mas é importante ter em mente que apenas a tontura em si não significa que o paciente sofra de labirintite. Outros sintomas precisam ser observados e o diagnóstico pode envolver uma série de exames. A seguir, confira tudo sobre essa doença, como identifica-la, suas causas e o tratamento.

Quais as principais causas da labirintite?

Dezenas de fatores e doenças podem causar a labirintite. Podemos listar as dez principais:

  • Infecções causadas por vírus, como gripes, resfriados e sarampo;
  • Infecções causadas por bactérias, como meningite;
  • Além disso, presença de alergias;
  • Uso de alguns medicamentos, como antibióticos e aspirina;
  • Doenças pré-existentes, como diabetes, pressão alta, colesterol alto e problemas na tireoide;
  • Tumor cerebral;
  • Traumatismo craniano;
  • Doenças neurológicas;
  • Disfunção da articulação temporomandibular. Ela é responsável pelo movimento de fechar e abrir a boca, e encaixa a mandíbula com o resto dos ossos do crânio;
  • Por fim, excesso no consumo de bebidas alcóolicas, café ou cigarro.

Explicando os principais tipos de labirintite

Os dois principais tipos de labirintite são a labirintite viral e a bacteriana e elas se dividem em subcategorias:

  • Labirintite Viral: pode ser congênita ou adquirida. A congênita se manifesta na infância. Pode ser causada pela rubéola ou infecção por citomegalovírus no período pré-natal. Ou seja, a crianças é infectada ainda na barriga da mãe. Já a labirintite adquirida ocorre após o nascimento da criança, causada, por exemplo, pelo sarampo;
  • Labirintite Bacteriana: pode ser supurativa ou serosa. A primeira ocorre quando a bactéria invade diretamente o labirinto do ouvido. Por fim, na segunda não há essa invasão direta. Ela é resultado da passagem da inflamação originária da infecção bacteriana para o labirinto.

Também podemos destacar a labirintite pós-traumática ou pós-cirúrgica, a labirintite autoimune e até a labirintite causada por fatores emocionais como estresse e ansiedade.

Sintomas dessa doença

O principal sintoma dessa doença é a vertigem, mas é preciso observar outras manifestações e a duração de outros sinais. Assim, os principais são:

  • Tontura;
  • Desequilíbrio;
  • Calafrios;
  • Náuseas e vômitos;
  • Palpitações;
  • Surdez ou sensação de zumbido nos ouvidos;
  • Vertigem ao movimentar a cabeça ou ficar em determinadas posições;
  • Movimentos involuntários dos olhos;
  • Visão dupla;
  • Alteração na fala;
  • Dores de cabeça.

Os sintomas podem durar minutos, horas ou, às vezes, até dias.

Diagnóstico da labirintite

Ao apresentar um ou mais dos sintomas citados acima, o paciente precisa procurar um otorrinolaringologista. Primeiro o especialista vai levantar um histórico de vida e saúde do paciente. Em seguida, ele fará testes específicos, que são muito simples e ajudam no diagnóstico.

Esses testes consistem em exames físicos como, por exemplo, realizar uma série de manobras com a cabeça do paciente. Outro método consiste na observação do movimento dos olhos do indivíduo. Esses testes já oferecem ao médico elementos suficientes para confirmar ou não o diagnóstico.

Mas o médico pode solicitar mais exames, principalmente para descartar a presença de outras doenças com sintomas semelhantes. Os principais são:

  • Exames de sangue;
  • Tomografia computadorizada;
  • Ressonância magnética;
  • Além disso, audiometria;
  • Teste do pulso cefálico;
  • Exame de oculografia com prova calórica;
  • Por fim, exame otoneurológico.

Essa doença tem cura e existe tratamento?

A labirintite tem cura e esse é o objetivo principal do tratamento. Mas também pode haver o alívio dos sintomas, prevenção das crises e cura ou controle da doença associada, quando existir. Assim, o tratamento consiste em:

  • Alterar o estilo de vida do paciente, controlando o estresse, por exemplo;
  • Uso de remédios específicos que podem incluir corticoides, antibióticos, entre outros;
  • Tratamento fisioterápico, conhecido como Terapia de Reabilitação Vestibular, nos casos de labirintite crônica;
  • Cirurgia, para casos mais graves.

Além do tratamento, o paciente precisa ter a consciência que, durante a crise, não pode realizar diversas atividades. Algumas ações podem piorar a crise, como por exemplo:

  • Virar a cabeça e levantar de forma rápida;
  • Fumar ou permanecer em um ambiente com fumaça de cigarro;
  • Dirigir, pois causa riscos para o paciente e também para outras pessoas;
  • Por fim, lidar com situações de estresse e ansiedade.

Por outro lado, outras atitudes podem ser benéficas e ajudar a diminuir ou evitar a crise. Comer a cada 3 horas, fazer exercícios físicos e evitar alguns alimentos, principalmente os industrializados, são atitudes necessárias.

Fatores de risco para a doença

Alguns fatores podem contribuir para o agravar uma crise de labirintite ou para o seu surgimento. Entre eles, podemos citar:

  • Sedentarismo;
  • Idade avançada, já que as pessoas idosas são as mais prejudicadas;
  • Ansiedade e estresse;
  • Consumo de bebidas alcoólicas;
  • Por fim, infecções no ouvido que não são bem tratadas.

A labirintite pode ser uma doença mais prejudicial aos idosos. Isso porque a capacidade de locomoção e equilíbrio ficam prejudicados em meio a uma crise. Desta forma, uma simples crise pode fazer com que a pessoa sofra quedas e se machuque. Além disso, quem tem mais idade e sofre com labirintite precisam sempre de acompanhamento médico e familiar.

De modo geral, todas as pessoas diagnosticadas com a doença devem evitar ingerir alimentos que estimulam o labirinto, como:

  • Café;
  • Chá preto;
  • Chocolates;
  • Refrigerantes, principalmente o tipo cola;
  • Bebidas alcoólicas.

Labirintite emocional

A labirintite emocional ainda está sendo “desvendada” pela medicina. Ela é chamada também de Tontura Perceptual Persistente. Esse tipo de tontura, aliás, é o segundo principal diagnóstico em pessoas entre 20 e 50 anos e está diretamente relacionada ao estresse e ansiedade.

Assim, ela está muito ligada à saúde mental do paciente. Nesse caso, a doença se manifesta quando a pessoa está passando por momentos turbulentos na vida. Por isso, muitas vezes, o tratamento indicado consiste no uso de antidepressivos.

A labirintite emocional é uma alteração química no cérebro, o que causa uma sensação de tontura. Por isso, antes de confirmar esse diagnóstico, o médico precisa descartar todos os outros tipos da doença.