Nanismo: principais informações sobre essa condição

Pessoas que sofrem com nanismo são caracterizadas por uma estatura menor do que o normal. Essa condição deriva de uma série de mudanças, sobretudo genéticas e hormonais, que não deixam o corpo da pessoa crescer e se desenvolver como deveria.

Assim sendo, veja a seguir algumas informações principais sobre esse tipo de distúrbio a seguir. Entenda suas principais causas, seus efeitos no corpo das pessoas e como aqueles que  possuem nanismo podem ter saúde e qualidade de vida.

Por que ocorre o nanismo?

De forma geral, o nanismo ocorre ainda durante a gestação. Esta é a mais comum de cerca de 200 condições que alteram a evolução do corpo humano. Dividido em duas categorias principais, esse distúrbio de crescimento possui causas específicas para cada uma delas.

Acondroplastia

Esse é tipo mais comum da doença. Aqui os genes sofrem mutações espontâneas durante a gravidez, sem ter uma causa específica. Seu principal traço é o crescimento desigual entre os membros. Esse problema pode surgir, inclusive, em pessoas sem histórico da condição na família.

Nanismo pituitário

Nessa categoria do distúrbio, suas causas não são genéticas, e sim fruto de uma deficiência hormonal, sobretudo o hormônio do crescimento. Ao contrário da acondroplastia, pessoas com essa condição tem um desenvolvimento corporal uniforme. Mas sua estatura não passa de um tamanho médio, entre 1,40 e 1,45 metros.

Síndrome de Turner

Por fim, esse tipo de nanismo afeta somente as mulheres. Sua causa é genética e está relacionada a falta de um dos dois cromossomos X, ou parte de um deles. Como consequência, o crescimento da pessoa fica comprometido. Este tipo do distúrbio não afeta os homens, pois seu desenvolvimento durante a gravidez conta com um cromossomo X e um Y.

Principais características do nanismo

Quando a pessoa sofre com uma dessas categorias de nanismo apresenta alguns traços que vão além de uma altura reduzida. Entre eles se destacam, por exemplo:

  • Desenvolvimento geral mais lento do que o normal, incluindo fatores sociais e sexuais;
  • Problemas na glândula tireoide, o que pode trazer doenças como hipotireoidismo;
  • Membros e extremidades corporais menores, como braços, pernas e dedos;
  • Problemas dentários, incluindo mandíbula ressaltada e desalinhamento;
  • Por fim, em casos raros o desenvolvimento intelectual também fica comprometido.

É claro que todas essas características podem não ficar claras desde o momento em que a pessoa com nanismo nasce. Assim sendo, é muito importante ter o acompanhamento de um médico especializado para avaliar as condições de saúde de quem apresenta alguns sinais como:

  • Arcada dentária pequena;
  • Região entre os olhos mais achatada;
  • Além disso, curva na parte mais fina da espinha;
  • Pernas curvas e desenvolvimento de extremidades desigual;
  • Testa proeminente.

Diagnóstico e acompanhamento de casos de nanismo

Na medida em que a condição for detectada na infância, é muito importante haver um trabalho conjunto entre o médico e os pais. Embora não tenha cura, existem alguns tratamentos que podem amenizar os sintomas e ajudar no desenvolvimento da criança. Esses incluem:

  • Terapia hormonal, sobretudo com o uso de hormônios do crescimento;
  • Utilização de estrogênio para mulheres que tenham síndrome de Turner;
  • Operações cirúrgicas para estabilizar o crescimento de certas partes do corpo;
  • Por fim, processos para tornar a espinha forte e aumentar a distância das vértebras.

Todos esses procedimentos são muito importantes para a saúde de quem tem nanismo. Afinal de contas, sem ajuda e tratamento saudável, a pessoa pode sofrer com complicações diversas, como por exemplo:

  • Artrite;
  • Episódios de hérnia de disco;
  • Hidrocefalia;
  • Apneia do sono;
  • Surgimento de problemas de coração;
  • Comprometimento de habilidades motoras.

Cabe destacar ainda que, no caso de pessoas adultas que sofrem com nanismo, também há opções de tratamento para uma vida mais saudável.

Convivendo com esse distúrbio

Atualmente, a medicina apresenta várias soluções para que as pessoas que sofrem com nanismo tenham uma vida longa e satisfatória. E como a condição não afeta a possibilidade de estudar, trabalhar, ou constituir uma família, por exemplo, o maior desafio para quem tem a doença está relacionado a acessibilidade.

Isso envolve, principalmente, adaptação de móveis, veículos e ruas, entre outros. Além disso, as pessoas adultas com essa condição precisam fazer consultar médicas regularmente para verificar como está a sua saúde. Assim é possível tratar antecipadamente qualquer complicação que venha a surgir com relação a doença.

Além disso, outro aspecto muito importante está relacionado a conscientização da sociedade com relação ao nanismo. Embora essa seja uma condição relativamente rara, muitas vezes falta compreensão por parte das pessoas das necessidades de quem sofre com o distúrbio. Isso envolve, inclusive políticas públicas de saúde e infraestrutura.

Outras informações importantes

Para pais que sofrem com nanismo, há uma chance grande de passar a condição para os filhos. Mas esse não é um fator determinante, uma vez que a divisão genética ocorre dessa forma:

  • Há 25% de chance de a criança herdar os dois genes de nanismo de cada um dos pais;
  • Além disso, há 50% de chance de o bebê ter um gene de nanismo e um normal;
  • Por fim, há 25% de chance que a criança tenha os genes normais de ambos os pais.

Seja como for, o mais importante é que os pais estejam cientes da condição e decidam-se por aquilo que acharem melhor. Uma boa dica, nesse sentido, é buscar o chamado aconselhamento genético. Esse recurso ajuda a identificar as probabilidades das transferências de genes.

Considerações finais sobre o tema

Mesmo com certa deficiência no crescimento, pessoas que sofrem com nanismo não precisam que sua vida seja afetada pela condição. O mais importante é consultar um médico de confiança e fazer exames e checkups regularmente para avaliar suas condições de saúde.

Além disso, é muito importante conhecer seus direitos e lutar por uma infraestrutura adequada. Todas as cidades devem contar com um plano de auxílio para essas pessoas, por meio de suas secretarias de acessibilidade.

Por fim, todo e qualquer episódio de preconceito com pessoas quem tenham essa condição deve ser denunciado as autoridades. Essas são medidas que garantem mais saúde e qualidade de vida para todos aqueles que sofrem com o nanismo. E além disso, elas estão ao alcance de todos.