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Doença de Chagas - O que você precisa saber/ - Livraria Florence
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Tudo o que você precisa saber sobre Doença de Chagas

Hoje vamos falar sobre a Doença de Chagas, muito comum na América do Sul e América Central. Aqui no Brasil, ela é mais comum na região Norte. Antes de mais nada, essa doença é infecciosa transmitida pelo protozoário Trypanosoma cruzi. 

A transmissão pode ocorrer de diversas formas. Por muitas décadas, o vilão principal dessa doença foi o inseto conhecido como Barbeiro. Isso porque sua picada pode transmitir a doença. Mas não é a picada em si que transmite essa condição, mas as fezes infectadas do inseto. 

A Doença de Chagas apresenta duas fases, a aguda e a crônica e causa diversos sintomas em vários sistemas do corpo. Por isso, a seguir vamos saber mais sobre essa condição, meios de transmissão, sintomas e tratamento. 

Como acontece a transmissão da Doença de Chagas?

O Barbeiro é o único transmissor dessa doença para o ser humano. Por isso ele é muito citado quando falamos da Doença de Chagas. Ele é um inseto com hábitos noturnos que tem a característica de se abrigar em frestas e buracos de residências. Assim, o Barbeiro pode picar um animal contaminado e contrair o protozoário responsável pela doença. 

Dessa forma, ao picar um ser humano, o Barbeiro também deposita suas fezes contaminadas na pele da pessoa. E, ao coçar e região, o indivíduo pode contribuir para que elas entrem na corrente sanguínea. Então, não é a picada em si a grande responsável pela transmissão, mas sim as fezes contaminadas do Barbeiro. 

Além disso, existem outras formas de transmissão da doença:

  • Infecção de mãe para filho durante a gestação;

  • Compartilhamento de agulhas contaminadas; 

  • Transplantes e transfusões de sangue; 

  • Por fim, ingestão de açaí e cana-de-açúcar contaminados. 

Algumas pesquisas estão mostrando que, em algumas regiões, a principal transmissão da doença é por via oral. Principalmente na região Norte, que concentra grande parte da produção de açaí e cana-de-açúcar. Além disso, a falta de condições ideais de higiene também contribui para a transmissão oral. 

Período de incubação da doença

O período de incubação é referente ao tempo em que os sintomas demoram para aparecer após a contaminação. Na Doença de Chagas, isso é dividido conforme a forma de transmissão:

  • Por contato com as fezes (transmissão vetorial): 4 a 15 dias;

  • Após transfusão ou transplante: 30 dias ou mais; 

  • Transmissão oral (ingestão de substâncias contaminadas): 3 a 22 dias; 

  • Transmissão acidental (contato com material contaminado, principalmente, em laboratórios): 20 dias, aproximadamente. 

As duas fases dessa doença

Existem basicamente duas fases da Doença de Chagas: 

  • Fase aguda: é a forma mais leve da doença e o paciente pode até ser assintomático (não sentir sintomas). Ocorre muito na infância e os sintomas podem desaparecer por conta própria. Mas podem surgir complicações, sobretudo se a doença atingir pessoas debilitadas como os portadores de AIDS. Os principais sintomas incluem febre prolongada, dor de cabeça, fraqueza e inchaço no rosto e pernas;

  • Fase crônica: essa fase ocorre quando o paciente fica infectado por meses ou até anos sem apresentar sintomas e sem passar por nenhum tipo de tratamento. No entanto, essa condição acarreta em diversas consequências para o corpo como problemas cardíacos e gastrointestinais. 

Sintomas gerais da Doença de Chagas

Essa doença apresenta sintomas gerais que se manifestam na fase aguda. Se não tratados, além de trazer vários problemas de saúde, eles podem tornar a doença crônica. Assim, confira os principais sintomas dessa condição: 

  • Dor geral no corpo, incluindo dor de cabeça;

  • Inchaço no local da picada do Barbeiro;

  • Inchaço nos olhos;

  • Náuseas e vômitos; 

  • Diarreia;

  • Cansaço extremo;

  • Vermelhidão e nódulos espalhados pelo corpo. 

Além desses sintomas, a Doença de Chagas pode causar outras complicações que incluem: 

  • Problemas digestivos;

  • Aumento do fígado e do baço;

  • Problemas no coração, entre outros. 

Diagnosticando a Doença de Chagas

Na fase aguda, o médico pode identificar os sintomas por meio de um exame clínico e levantamento do histórico do paciente. Para confirmar a doença, o profissional deve solicitar um exame de sangue. Também é importante identificar se a região onde o paciente reside está sofrendo com algum surto da doença. 

Na fase crônica, o Ministério da Saúde orienta que o diagnóstico deve ser feito de acordo com vários contextos. Ainda mais quando não há sintomas visíveis. Assim, alguns fatores são levados em consideração como, por exemplo: 

  • Residir em uma localidade com histórico de transmissão da doença;

  • Ter contato direto com alguém diagnosticado com a Doença de Chagas;

  • Além disso, residir em habitação que favorece a instalação de colônias de Barbeiros.

Ainda na fase crônica, exames para avaliar as condições cardíacas e do sistema digestivo também são úteis. 

Existe tratamento para essa condição?

Na fase aguda, essa doença tem cura e isso é feito com a administração de remédios que matam e impedem a reprodução do protozoário. Nessa fase, o protozoário ainda se encontra apenas na corrente sanguínea, por isso o tratamento possibilita a cura. 

O principal medicamento utilizado nesse caso é o benznidazol, que é fornecido gratuitamente pelo Ministério da Saúde. O tratamento tem como principais objetivos eliminar os sintomas e não deixar a doença se tornar crônica. Por isso ele deve ser iniciado o quanto antes. 

Essa mesma medicação pode ser utilizada na fase crônica. Mas a chance de cura diminui muito. O paciente que é diagnosticado com a fase crônica da doença precisa de acompanhamento constante de um médico. Cada caso deve ser avaliado particularmente, sobretudo em relação aos efeitos a longo prazo que as medicações podem causar.

O que fazer para prevenir essa doença? 

A prevenção consiste em diminuir a possibilidade de ter contato com o inseto Barbeiro e fezes contaminadas, evitando a transmissão. Assim, algumas ações são importantes, ainda mais em regiões mais propensas à doença: 

  • Evitar que o Barbeiro forme colônias nas residências, utilizando inseticidas, por exemplo;

  • Usar telas metálicas ou até mosquiteiros para evitar que o inseto entre na casa;

  • Utilizar repelentes e roupas longas em atividades noturnas;

  • Evitar acumular entulhos ao redor da casa;

  • Manter o ambiente limpo e bem cuidado, realizando limpezas periódicas;

  • Ingerir açaí e caldo de cana-de-açúcar com boa procedência; 

  • Por fim, se encontrar algum inseto semelhante a um Barbeiro, encaminhá-lo para a unidade de saúde mais próxima. 

Palavras-chave: Doença de Chagas


 
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